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Vergara & Prado Advogados
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15 de mar. de 2026 · Societário e M&A · 9 min de leitura

Governança para empresas familiares em transição

A sucessão em empresa familiar raramente falha por falta de intenção. Falha por falta de protocolo escrito — a regra que existia era compartilhada verbalmente entre os fundadores, e não sobrevive à entrada da geração seguinte sem tradução formal.

O primeiro ponto de atenção é a separação entre propriedade e gestão: nem todo herdeiro do capital deveria necessariamente ocupar cadeira de decisão operacional, e definir isso antes da sucessão evita que a disputa societária vire disputa familiar.

O segundo é o conselho ou órgão equivalente de governança — mesmo em estrutura enxuta, ter um espaço formal de decisão reduz a chance de que divergência vire impasse por falta de rito para resolvê-la.

O terceiro é o protocolo familiar em si: documento que trata de entrada e saída de sócios familiares, critério de remuneração e regra de avaliação de participação, assinado com clareza antes de qualquer sinal concreto de transição.

Governança para empresa familiar não existe para retirar a família da decisão. Existe para que a decisão sobreviva à mudança de quem está na sala.

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