Case fictício · Costa Creative Studio Ver →

Vergara & Prado Advogados
← Insights

29 de jun. de 2026 · Societário e M&A · 7 min de leitura

Due diligence: o que costuma aparecer tarde demais

A due diligence societária costuma ser tratada como etapa de conferência — checar se os documentos existem, não se eles contam a história certa. É nessa diferença que moram os problemas que só aparecem depois da assinatura.

Passivo trabalhista é o exemplo mais comum. Ele raramente está em um documento único; está espalhado entre processos em andamento, acordos informais de jornada e rotinas de RH que nunca foram auditadas. Sem cruzar essas fontes, o número que aparece na due diligence tende a ser otimista.

Contrato não documentado é o segundo. Empresas em crescimento acumulam relações comerciais relevantes sustentadas por e-mail, pedido de compra ou acordo verbal — sem instrumento formal, sem cláusula de rescisão clara, sem previsão do que acontece na mudança de controle societário.

O terceiro é o mais silencioso: cláusulas de mudança de controle em contratos de terceiros — fornecedor, financiamento, licenciamento — que dão à outra parte o direito de rescindir ou renegociar quando a sociedade muda de mãos. Se ninguém mapeou essas cláusulas antes do fechamento, elas aparecem como problema do comprador, não do vendedor.

Due diligence que só confere documento é auditoria. Due diligence que testa esses três pontos é o que efetivamente protege o preço negociado.

Precisa discutir isso na sua empresa?